MINHA ESCOLA É UMA MERDA ... E EU TAMBÉM!?
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Absolutamente não! Bem, pelo menos para a Professora Amanda Gurgel.
Entretanto, ainda que inquestionável nos argumentos, tenho para mim de que Amanda seja condenada ao confinamento absoluto sem direito à defesa.
Acusação: Conspiração contra a soberania nacional.
No entanto, com poucas exceções, a escola publica é ruim. E não há propaganda oficial capaz de esconder essa obviedade: o professor é mal remunerado e mal treinado, as classes são lotadas, as bibliotecas não têm monitores preparados, os laboratórios são falhos. Isso apesar de muitos avanços.
Ler, Escrever, &, Contar – com eficiência, é função essencial da escola primária: Segundo o relator da LDB – LEI DIRETRIZES e BASE, professor “DARCI RIBEIRO” in memoriam , quem incorpora esta tríplice habilidade, pode a qualquer momento aprender o que quiser : música, ciências; até antropologia.
“não conheço ninguém que leia e não escreva, ou escreva e não leia”
Ler, escrever & contar, é direito inalienável e inerente a todas as pessoas e, com o advento da tecnologia informatizada, mais e mais a função de ensinar, restrita a quatro paredes, parece dar lugar ao ENSINO A DISTÂNCIA; ou seja, o aluno que, responsavelmente se esmera, não necessita mais freqüentar a sala de aula, ao contrário, a sala de aula vai até o aprendiz.
Logicamente, ainda muito distante da aceitação unânime de orientadores, pedagogos e, ou, profissionais da educação, a presente proposição, generalizada, constitui referencial clássico de utopia.
Mesmo assim, importantes universidades na GRÃ – BRETANHA, VENEZUELA, CANADÁ e, até no Brasil, antevendo os rumos da Educação e, as necessidades de conciliar educação & emprego, já estão aderindo à prática desta nova modalidade de ensino.
LER ESCREVER & CONTAR, parte II
A Educação informal à distância já complementa esta necessidade?
A Escola “entre quatro paredes” está com seus dias contados?
Viver, em suma, é aprender e, envelhecer é perder a curiosidade?
Ou,
Educar é ensinar o encanto da possibilidade:e, aprender é, em suma, incorporar necessidades?
Indagações ou constatações, fato é que tramita no Congresso Nacional, projeto de Lei que aumenta as horas de permanência do educando na escola, como se quantidade, ao invés de qualidade, fosse determinante no processo ensino-aprendizagem?.
Debalde, acalorados debates, são travados a cada eleição e ou, mesmo, a cada seminário; na maioria equivocados!
Uma das bandeiras nos palanques, é o fim da chamada “progressão continuada” .
Em contra posição à repetência, esse formato permite ao educando, recuperação e acompanhamento permanente para que não fique retido de ano e, conseqüentemente, venha, não apenas ocupar a vaga do – próximo, no ano subseqüente, como principalmente, engrossar o universo da evasão escolar.
De acordo com esse sistema, deixa de existir o aluno que, por não ir bem em uma só matéria, volta à estaca zero.
Argumenta-se (e com razão) que muitos alunos conseguem prosperar apesar de despreparados. Mas descobrem-se casos de estudantes analfabetos e semi-analfabetos, que acabam sendo usados como pretexto para defender a pratica anterior. Ou seja, o regime de retenção.
Preconiza-se também e, com certa dose de razão, que o professor sente-se indefeso sem o instrumento da repetência.
No entanto, com poucas exceções, a escola publica é ruim. E não há propaganda oficial capaz de esconder essa obviedade: o professor é mal remunerado e mal treinado, as classes são lotadas, as bibliotecas não têm monitores preparados, os laboratórios são falhos. Isso apesar de muitos avanços.
Ler Escrever & contar, parte III
Teria então, a Escola que ser reprovada?
Colocar a culpa do baixo desempenho escolar no aluno, é via de regra, manifestação de explicita ignorância pedagógica.
Repetir não ajuda a ensinar: é apenas uma punição que estimula a evasão. Destrói o auto-respeito, as vitimas se sentem culpadas de sua “burrice”!
É um massacre psicológico. É como se apontassem para as vitimas de um delito e dissessem: “Vocês são culpados”!
Outra modalidade de ignorância pedagógica, algo que afeta não só as escolas públicas mas muitas das privadas, é imaginar que a escola deve apenas sistematizar e transmitir conteúdo.
Talvez esse modelo de escola sirva para treinar o aluno para fazer provas, para passar no vestibular, mas é inútil numa sociedade que exige aprendizagem permanente.
Por isso faz sentido a proposta de Ciro Gomes, ou seja, um vestibular de três anos, com provas semelhantes às do Enem, que exigem associação de idéias e de informação.
Os candidatos – Serra, Lula, Ciro e Garotinho – defenderam, em maior ou menor grau, algum tipo de cota nas universidades. Aliás, unanimidade nos palanques eleitoreiros! (já dizia Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”)
As cotas são defensáveis, mas, com esse nível de ensino público, o que se faz é jogar na universidade centenas de milhares de jovens despreparados.
Se não receberem um reforço para recuperar o que deixaram de aprender ao longo da vida, estará desmoralizado o projeto de democratizar o ensino superior.
A cultura da repetência manda a mensagem de que prazer e aprendizado não combinam.
Não leva em conta que as pessoas têm um tipo de habilidade a ser desenvolvido – e que o papel da escola é ser um espaço de descoberta de talentos e de estímulo à curiosidade: Cabe a ela apostar que qualquer um pode, envelhecer aprendendo.
Em resumo, não é o aluno que tem que se adaptar a escola ruim, é a escola ruim que tem de melhorar para atender ao aluno!
Pois então, a Escola é que tem que ser reprovada?
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